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DICAS DE CULTIVO

 

Sugestões de Cultivo

Existem alguns fatores importantes para o bom desenvolvimento das orquídeas. São eles: luminosidade, umidade, temperatura, adubação, cuidados contra pragas e arejamento. O bom equilíbrio entre esses fatores nos ajuda muito a cultivar melhor nossas plantas.
Como em cultivo não conseguimos "copiar" todos os hábitats das orquídeas, tentamos fazer uma adaptação a mais próxima possível das condições naturais, para que as nossas plantas vegetem satisfatoriamente, o que se consegue com a construção de um "ripado", um "telado" ou uma estufa nas dimensões cabíveis aos locais de que dispomos.

Ripado/Telado
Consiste em um local onde as plantas são protegidas do sol através de uma cobertura horizontal de ripas fixadas de forma paralela umas às outras e mantendo vãos abertos da mesma largura que as mesmas. Devem ser fixadas a aproximadamente 3,0 metros de altura, o que dá uma penetração da luz solar em torno de 50%.
A orientação das ripas deve ser feita no sentido norte-sul, o que faz com que os raios solares projetem sombras que se movimentam sobre as plantas. Dessa forma as folhas das plantas ficam expostas alternadamente e por pouco tempo ao sol direto e à sombra, fazendo com que elas recebam a quantidade de luz necessária à fotossíntese sem correr risco de queimaduras.
As laterais do ripado podem ser fechadas com o mesmo sistema usado no teto ou mesmo com treliça.
O piso deve receber uma camada de pedra britada ou pedriscos de maneira a propiciar a evaporação da água, ajudando a conservar um bom grau de umidade atmosférica e mantendo uma boa aparência. Se o piso tiver algum tipo de revestimento, deve-se cuidar para que o ambiente interno não fique demasiado seco.
Dentro desse ripado construímos bancadas com ripas, chapa moeda, etc. As plantas podem também ficar dependuradas, cuidando para que todas recebam uma boa luminosidade.
A diferença básica desse sistema para o ripado é que ao invés das ripas, usa-se tela sombrite tanto no teto quanto nas laterais. A vantagem dessa tela é que a sua trama corta de maneira uniforme a incidência da luz, tendo ainda outra ponto a seu favor, que é o fato de possuir várias gradações de intensidade, podendo-se escolher a que mais se adapta às nossas condições. Na maioria dos casos usa-se tela sombrite que corta 50% da luz incidente. Essa tela é facilmente encontrada em lojas especializadas.

Estufa
Uma estufa pode propiciar o melhor ambiente artificial para o cultivo das orquídeas, uma vez que se consegue controlar melhor as condições ambientais para as plantas.
A estrutura ideal é feita com arcos metálicos paralelos no teto, a aproximadamente 3,0 metros de altura, mas pode também ser feita de outras formas.
O importante é que ela seja totalmente revestida com material transparente - o que é feito com plástico na maioria dos casos, e que contenha algum sistema que permita a ventilação nos dias mais quentes. Para tal basta que se instale algumas janelas do tipo basculante que possam ser abertas sempre que a temperatura exceda os limites desejáveis.
Por baixo do revestimento de plástico coloca-se tela sombrite de maneira que não entre em contato com o plástico, para cortar o excesso de luz. É necessário lembrar que o plástico tem que ter tratamento contra raios ultravioletas, caso contrário o sol o enrijecerá e ele se estragará em muito pouco tempo. Existem no mercado, nas lojas especializadas em material agrícola, plásticos com esse filtro.
A grande vantagem da estufa é que após a rega das plantas a água não se perde pois, ao evaporar, satura o ambiente de umidade, propiciando uma atmosfera ideal para as orquídeas.

    

Umidade/Regas/Temperatura
No ambiente artificial temos que cuidar para que as plantas recebam água suficiente para o seu bom desenvolvimento. Em épocas muito quentes temos que molhar nossas plantas todos os dias e se necessário for, até mais que uma vez ao dia. Já no inverno a rega tem que ser mais esparsa, de acordo com as necessidades de cada local, observando-se os vasos e molhando-os apenas quando estiverem com o substrato seco. De um modo geral quando as plantas estiverem com o substrato úmido, não há necessidade de regá-las. É importante ressaltar que as orquídeas resistem mais à falta de água por algum tempo do que ao excesso, pois se permanecerem encharcadas por muito tempo, provavelmente não resistirão e apodrecerão.
O melhor horário para as regas é pela manhã antes do sol se tornar muito quente, ou ao final da tarde quando já passou o maior calor. É melhor evitar-se regas ao cair da noite, com o fim de restringir a proliferação de fungos.
Em cultivo é óbvio que não poderemos manter uma planta originária das grandes altitudes da Cordilheira dos Andes no mesmo ambiente que uma planta da Amazônia tropical. Não haveria condições intermediárias de temperatura nem de umidade para podermos manter as duas plantas vivas.
Por essas razões devemos cuidar para colecionar plantas com hábitos e necessidades semelhantes para não ter risco de perdermos algumas delas por falta de condições de cultivo ideais, ou então construirmos locais com ambientes diversificados para os vários tipos de plantas, o que se tornaria muito caro e trabalhoso, inviabilizando de forma definitiva a coleção.
Aconselha-se ao orquidófilo iniciante, se possível,  associar-se a alguma sociedade orquidófila, onde sem dúvida encontrará orientação para os seus problemas mais particulares e quando adquirir alguma planta no mercado, procurar saber com quem está lhe vendendo quais as melhores condições de cultivo para a mesma.

Substrato, etc.
Nunca se deve usar terra para plantar as orquídeas, o que só é possível ser feito com as orquídeas essencialmente terrestres.
Na realidade, o substrato  é  importante no cultivo das nossas plantas alem do cuidado com a umidade, a temperatura e a boa adubação. Existem outros substratos também utilizados, como por exemplo o carvão,  o musgo esfagno, pedrisco, fibra de piaçaba, casca de peroba,  etc.
Para se plantar uma orquídea podemos usar vasos de plástico ou de barro ou mesmo caixinhas de madeira resistente, mas sempre de tamanho compatível com a planta, levando-se em conta crescimento da mesma para dois ou três anos. Em alguns casos podemos usar também placas de xaxim ou casca de algumas árvores nas quais amarramos a planta diretamente.
Temos que considerar também o tempo de vida útil do substrato, que, por exemplo no xaxim, é em média de dois anos, enquanto que no musgo esfagno esse tempo já cai para pouco além dos seis meses.
Para uma boa drenagem e arejamento das raízes, 1/3 do vaso deve ser preenchido no fundo com caco cerâmico, pedra britada, etc. pois as plantas não devem ficar encharcadas de água o que provocaria o apodrecimento das raízes.
No caso dos substratos e vasos devemos observar cuidadosamente como as plantas se comportam, pois existem muitas diferenças de um para outro. Por exemplo, o vaso de plástico evita mais a evaporação da água do que o vaso de barro que tem as paredes porosas; a piaçaba drena muito rapidamente e não retém nada a água, enquanto que o musgo esfagno retém demais a água e demora muito tempo para secar. Tudo isso pode ser usado como instrumento de cultivo, deixando plantas que requerem mais umidade para ser plantadas em substrato que retém mais a água e vice-versa.

                                           

Adubação
Quando em cultivo, as plantas precisam que lhes sejam fornecidos os nutrientes necessários à sua subsistência. Isso em parte é feito pelo substrato, que no entanto vai se desgastando com o tempo e torna-se então necessária a aplicação de adubos.
As orquídeas conseguem absorver nutrientes não só pelas raízes mas também pelas folhas, e o ideal é usarmos uma adubação balanceada, que pode ser ou não foliar.
Os adubos são compostos basicamente de nitrogênio, fósforo e potássio (N-P-K) em várias concentrações diferentes, sendo que o componente básico para o crescimento é o nitrogênio. O potássio é o elemento que dá rigidez às partes das plantas e o fósforo é essencial para o florescimento delas.
Na época de desenvolvimento das plantas devemos adubá-las com compostos ricos em nitrogênio, parando com essa adubação na época de floração, quando os adubos devem ser mais ricos em fósforo.
Isso pode parecer confuso, mas é relativamente simples: quando adquirimos algum adubo no mercado ele vem com a formulação impressa na forma de números, por exemplo 30-10-10. O primeiro número indica a concentração de nitrogênio, o segundo a do fósforo e o terceiro a do potássio. Assim, adubos com o primeiro número mais alto indicam que são mais ricos em nitrogênio, e assim por diante.
Esses adubos químicos são oferecidos em este site 
e vem nas versões de Peter Crescimento, Peter Manutenção, Peter microelementos, Peter enraizamento e Peter Floração e devem ser aplicados diluídos em água na proporção de 1 gr/litro de agua, sobre toda a planta, através de borrifos com algum tipo de borrifador.


PRAGAS E DOENÇAS
A maior parte das pragas e doenças que afetam as nossas plantas tem sua origem no contágio e por isso todo orquidófilo deve tomar bastante cuidado ao introduzir uma nova planta na sua coleção. Deve limpá-la bem, eliminando as partes danificadas, verificar se não há lesmas, caramujos e outras pragas e após isso imergi-la em uma solução de inseticida e fungicida, nas dosagens de acordo com as especificações dos fabricantes e durante o tempo também recomendado na embalagem. Com isso estará evitando o contágio das outras suas plantas.
No caso de ataque por pragas trazidas pelo vento, pelas formigas, etc. temos que primeiramente identificar o mal e depois combatê-lo de forma correta.
Por exemplo o ataque maciço de cochonilhas e pulgões é um indício de falta de umidade. Para o seu combate basta esguichar água sob pressão que os desloca, encharca seus ovos e mata suas larvas. Caso a infestação seja maciça será preciso usar inseticidas. Outro exemplo é o caso de orquidários excessivamente úmidos, o que facilita a infestação por lesmas e caracóis, bastando então reduzir as regas e melhorar o arejamento para combatê-los. Outro exemplo ainda é a sombra excessiva e com muita umidade que faz proliferar os fungos, tendo-se então que sanear totalmente as condições ambientais para os eliminar.

Obs.: Texto adaptado do Caderno CAOB 2
         Caso você queira adquirí-lo escrever para pedidos@olaorquideas.com


 

       



Bromelias e Tillandsias

 

O gênero Tillandsia, é o maior entre as bromélias, perfazendo cerca de 560 espécies espalhadas desde a América do Norte até a Argentina. Também chamadas de Air Plant, ja que a maioria não requere substrato algum para viver. Elas ocorrem nos mais diversos habitats e podemos encontrá-las em áreas praticamente desérticas e até em densas florestas tropicais. São em maioria epífitas (vivem sobre as árvores), mas há muitas espécies rupícolas. Todas requerem de boa ventilação.

Dividem-se em três principais grupos: As de folhas acinzentadas, que possuem folhas recobertas por minúsculas escamas, com a função de absorver água e que lhe conferem o aspecto prateado. Estas Plantas apreciam ambientes externos, com boa luz, ventilação e umidade do ar, mas não toleram o excesso de regas. O musgo-espanhol ou barba-de-pau (T. usneoides) pertence a este grupo. Podemos cultivá-las sobre árvores, ou simplesmente pendurado, e embora tenham crescimento lento, são muito rústicas e de belíssimas florações.


O segundo grupo compreende as espécies de folhas delgadas e com número menor de escamas, concentradas mais na base das folhas. Elas apreciam o clima mais ameno e a umidade. Também toleram maior percentual de sombra. A popular tilândsia-azul (T. cyanea) pertence a este grupo. Ela possui uma bela inflorescência com brácteas róseas e flores azuis.


O último grupo reúne as espécies de folhas macias. As plantas deste grupo apresentam folhas mais largas e menos espessas. São em geral originárias de florestas úmidas tropicais. Também apreciam o clima mais ameno e sombra refrescante. São as que melhor se adaptam a ambientes internos. A espécie mais conhecida deste grupo é a T. wagneriana, com espiga ramificada, brácteas vermelhas e flores arroxeadas.


A adubação pode ser feita de forma liquida, com adubo Peter’s 20-20-20 dissolvendo uma colher de chá em 2 litros de água e regando as folhas com aspersor, Apos a rega normal, uma vez a cada 14 dias.


Multiplicam-se por sementes e por divisão das brotações que surgem em torno da planta mãe, mas para fazer germinar sementes de tillandsias coloque-as em uma pequena caixa de plástico, com algodão úmido o spagnum. A caixa fechada com Malha de Nylon ou Juta para facilitar a ventilação,.perto de uma fonte de calor. Uma volta ao día, abrir a caixa algumas horas para ventilar. A os poucos días de plantadas se incham e ficam mais verdes. mesmo que dependiendo da especie, posem  demorar até 6 meses em germinar. É importante que o substrato da caixa sempre esteja levemente úmido e não seco nem molhado demais.


Outra forma fácil de fazer germinar as sementes é coloca-las no meio da Tillandsia usneoides, que serviria como abrigo para as sementes e logo para as pequenas plantas recém germinadas.


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